Bolsonaro fala pela primeira vez após denúncia da PGR

ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) falou publicamente pela primeira vez após ser formalmente acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo Bolsonaro, as acusações contra ele e outros 33 denunciados por tentativa de golpe de Estado não passam de uma "narrativa".

Ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) • 25/03/2024REUTERS/Amanda Perobelli



"Não tenho obsessão pelo poder. Tenho paixão pelo nosso Brasil. Ao contrário de alguns poucos aqui, em Brasília, que no momento mandam muito, eu estou com a consciência tranquila. [Eles] nada mais têm contra nós do que narrativas. Todas foram por água abaixo. Investiram pesadamente agora nessa última: golpe", declarou Bolsonaro. 

O ex-presidente também afirmou que há uma insistência em especular sobre uma possível prisão contra ele, mas que isso nunca se concretiza.

"O tempo todo [falam]: 'Vamos prender o Bolsonaro'. Caguei para a prisão!", disse.

Aliados reagem e pedem anistia

Alidos de Bolsonaro pedem anistia 


Aliados de Bolsonaro estiveram no Salão Verde da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (19/02), onde classificaram as denúncias como "peças de ficção". Além disso, argumentaram que a direita está sendo perseguida e pediram a votação do projeto de anistia aos presos dos atos de 8 de janeiro.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, chamou a denúncia de "absurda".

Defesa de Bolsonaro nega envolvimento

A defesa do ex-presidente afirmou que 

"Bolsonaro jamais compactuou com qualquer movimento que visasse à destruição do Estado Democrático de Direito ou das instituições que o sustentam".

"A despeito dos quase dois anos de investigações nenhum elemento que conectasse minimamente o Presidente à narrativa construída na denúncia, foi encontrado. ", diz a nota divulgada pelos advogados.

A defesa também destacou que Bolsonaro confia na Justiça e acredita que a denúncia não prevalecerá.

Lula e Alcolumbre comentam o caso

Lula e Davi alcolumbre comentam o caso 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), instruído pelo novo ministro da Secretaria de Comunicação (Secom), limitou-se a afirmar que, enquanto estiver no governo, todos terão direito à presunção de inocência.

"Se ficar provado que os acusados não tentaram dar um golpe e matá-lo, eles serão cidadãos livres", disse Lula.

Já o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou que a anistia não está em discussão na Casa, pois essa "não é uma preocupação do povo brasileiro".



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